O Pé de Meia, iniciativa criada pelo Ministério da Educação (MEC), chegou pra ajudar quem mais precisa a continuar na escola.
A ideia é simples, mas poderosa: oferecer um incentivo em dinheiro pra estudantes do ensino médio da rede pública, combatendo de frente a evasão escolar.
Quem tá dentro do programa pode receber até R$ 1.800 por ano, desde que siga direitinho as regrinhas.
Lançado em 2024, o projeto já mira alto pra 2025: cerca de 4 milhões de jovens devem ser beneficiados. E o investimento? Passa dos R$ 13 bilhões.
Quem pode receber o incentivo?
Pra garantir a grana no bolso, o estudante precisa:
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Estar matriculado no ensino médio regular ou na Educação de Jovens e Adultos (EJA)
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Ter entre 14 e 24 anos
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Estar inscrito no CadÚnico
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Possuir CPF ativo
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Ter frequência mínima de 80% nas aulas
Se cumprir esses pontos, a inscrição é automática. Não precisa correr atrás de papelada nem fazer cadastro extra.
Como o dinheiro é pago?
Todo o processo rola por meio de contas digitais criadas automaticamente pela Caixa Econômica Federal.
A grana cai direto no aplicativo Caixa Tem, e o acesso é feito pelo CPF do estudante.
O valor pode ser usado como quiser — pra ajudar no transporte, merenda, material escolar ou até mesmo pra aliviar algum gasto em casa. O foco, claro, é manter o aluno firme na escola.
Quais são os valores pagos?
O programa tá dividido em quatro tipos de incentivo, e cada um tem sua função. Olha só:
Incentivo-matrícula
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Valor: R$ 200
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Quando cai: Entre 31 de março e 7 de abril de 2025
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Pago após confirmação da matrícula pela escola
Incentivo-frequência
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Valor total: R$ 1.800
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Como é pago: Em 9 parcelas de R$ 200, de abril de 2025 até fevereiro de 2026
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Regra: Frequência igual ou acima de 80%
Incentivo-conclusão
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Valor: R$ 1.000
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Previsão de pagamento: Entre 26 de fevereiro e 5 de março de 2026
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Condição: ser aprovado no fim do ano letivo
Incentivo-Enem
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Valor: R$ 200
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Quando cai: Segue o mesmo prazo do incentivo-conclusão
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Condição: participar dos dois dias de prova do Enem
Quando os pagamentos serão feitos?
Os depósitos do incentivo-frequência seguem um cronograma que depende do mês de nascimento de cada aluno. Olha o calendário aí:
Mês de nascimento | Data do pagamento |
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Janeiro e Fevereiro | 23 a 30 de abril |
Março e Abril | 26 de maio a 2 de junho |
Maio e Junho | 24 de junho a 1º de julho |
Julho e Agosto | 26 de julho a 2 de agosto |
Setembro e Outubro | 26 de agosto a 2 de setembro |
Novembro e Dezembro | 26 de setembro a 3 de outubro |
A última parcela será liberada entre 2 e 9 de fevereiro de 2026.
Como conferir os pagamentos?
Pra saber direitinho quando a grana caiu, o aluno pode acessar:
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O app Jornada do Estudante, usando o CPF vinculado ao Gov.br
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O aplicativo Caixa Tem, onde dá pra ver o extrato da conta digital
Se notar algum erro ou atraso, é bom procurar a escola ou ir direto ao CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) mais próximo.
Qual o impacto disso tudo?
A realidade é que muita gente precisa largar a escola pra ajudar em casa. Com esse empurrãozinho financeiro, o programa dá fôlego pra quem quer continuar estudando sem abrir mão da renda.
Além do apoio direto, estudos mostram que iniciativas desse tipo ajudam a melhorar o desempenho nas aulas e a diminuir as taxas de reprovação. Isso abre caminho pra mais jovens chegarem ao ensino superior com mais preparo e segurança.
Qual a diferença em relação a outros programas?
Enquanto o Bolsa Família atende famílias de forma mais ampla, e o PNAES foca em universitários, o Pé de Meia é voltado totalmente para o ensino médio.
É como se fosse uma ponte: ajuda o aluno a atravessar esse momento da vida com mais tranquilidade e já prepara o terreno pra entrar numa faculdade ou conquistar uma vaga no mercado de trabalho.
E quem estuda na EJA?
No caso da Educação de Jovens e Adultos, o valor é ajustado pro formato semestral:
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Valor total: R$ 900 por semestre
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Pagamento: 4 parcelas de R$ 225
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Condição: Frequência de, no mínimo, 80%
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Datas: Entre abril e julho (1º semestre) e setembro a dezembro (2º semestre)
Como sacar o valor?
Tudo é feito pelo Caixa Tem. Assim que a grana cair, já dá pra movimentar.
Se o valor não aparecer no dia previsto, vale a pena conferir os dados no Jornada do Estudante ou procurar o CRAS.
Fica o alerta: se o estudante não sacar o dinheiro dentro do prazo, o valor pode acabar voltando pro governo. Então é bom ficar de olho nas notificações.